A otimização de processos tem sido um instrumento para a melhoria da prestação de serviços, a partir da simplificação, padronização, inovação e racionalização das atividades, contribuindo para uma melhor utilização dos recursos disponíveis. Otimizar serviços de georreferenciamento, é reduzir tempo de execução das etapas do processo do “geo” e aumentar a quantidade de certificações e registros em cartório, satisfazendo assim, seus clientes.

Realizar serviços de georreferenciamento de imóveis rurais sempre demandou muito trabalho e tempo, e nos dias de hoje, não se pode perder tempo em determinadas etapas de um serviço.

Baseando nisso, o Agrimensor do Futuro selecionou para você 7 dicas para reduzir o tempo do início ao fim na execução do processo do georreferenciamento de imóveis rurais.

– Documentos necessários

Após fechar o contrato do serviço, pegue todos os documentos necessários, tais como: Matrícula e/ou Título de Posse, Certidão Negativa de Débitos de Imóveis Rurais – ITR, Certificado de Cadastro de Imóvel Rural – CCIR, e documentos pessoal do proprietário, estes são os principais. Estude e retire o máximo de informação da matrícula, pois nela contém todas as características da propriedade e do proprietário.

– Execução do levantamento de campo

No cenário atual não se pode perder tempo executando serviços de levantamento de campo, pois isso demanda tempo e dinheiro. Então, obter um bom planejamento de campo faz com que você economiza tempo de dinheiro.

Ao sair para realizar o levantamento, é necessário que haja em planejamento de campo. Este planejamento de campo é fazer um conhecimento prévio da propriedade que será georreferenciada. As imagens de satélites disponibilizadas pelo Google Earth é uma ferramenta indispensável para nós agrimensores, pois auxilia no reconhecimento da propriedade. Assim, você ficará ciente qual é a melhor área para instalar a base e de onde irá começar seu levantamento.

Uma boa dica dessa etapa, é conferir se a propriedade confrontante já possui certificação no SIGEF, através da plataforma I3GEO do INCRA. Caso tenha, você poderá se basear nos vértices já certificados, porém é sempre fundamental levar em consideração a opinião do proprietário e as informações contidas na matrícula.

Nesta mesma etapa, são definidos os equipamentos que serão utilizados, e para otimizar o serviço verifique se estão devidamente carregados e sem problemas de funcionamento. Antes de ir à campo, certifique que não se esqueceu de nenhum equipamento.

Trabalhe sempre com equipamentos calibrados e certificados, caso seu equipamento sofra algum dano, procure uma assistência técnica, e desse modo, evitará transtornos futuro e não voltará à campo por um erro sistemático.

E durante o levantamento de campo, procure coletar os documentos e informações dos confrontantes, isso impedirá que você volte para a propriedade.

– Processamento dos dados coletados

Com a vinda da tecnologia dos receptores GNSS RTK, otimizou muito o processamento dos dados coletados, economizando assim muito tempo em campo e no escritório. Na nossa área, reduzir o tempo é sinônimo de faturamento, investir em um equipamento desse é uma boa para você.

– Elaboração de mapa, memorial descritivo e geração de planilha ‘ods’

Otimizar nesta etapa é essencial para não passar horas em frente ao computador elaborando mapas, memoriais e planilhas. Existem no mercado softwares de elaboração e edição de mapas, geração de memoriais descritivos e planilhas de formato ‘ods’. O DataGeosis é um software de topografia e geodésia, e se destaca por possuir uma interface simplificada e atender todos os requisitos da 3ª norma técnica de georreferenciamento do INCRA. Adquirir um software desse modelo, otimizará seus dias de serviços no escritório.

– Carta de anuência de confrontantes

Coletar as assinaturas dos confrontantes é uma das etapas mais burocráticas e demoradas do processo de georreferenciamento. Certo que, há casos que uma propriedade tem uma quantidade imensa de confrontantes e residem em outros municípios entre outras situações, que dificultam a coleta das assinaturas.

Dessa forma, quando o confrontante residir em outro município, procure saber corretamente a sua localidade, evitando o envio incorreto. Caso correto, envie de forma rápida e com confirmação de que o documento chegou ao seu destino.

Existem situações de que os confrontantes não são encontrados, e uma forma de procura-los é tornar isto público, através do cartório de registros públicos, que tem o dever de procura-los.

– Certificação no SIGEF

Com a certificação eletrônica do SIGEF, o cotidiano do agrimensor teve uma grande revolução, que otimizou todo o processo de certificação do geo. Porém, ao certificar deve tomar os devidos cuidados, para não certificar com erros na planilha. Certificar um processo pode levar poucos dias para ser aprovado, mais pedir um cancelamento pode demorar muitos dias ou até meses, tornando seu serviço mais demorado.

É muito comum, que profissionais enviam planilhas com erros grosseiros, então é muito importante revisar as planilhas com muita atenção antes de enviar.

Ao certificar planilhas com erros, o profissional habilitado pode sofrer punições severas e o INCRA pode até suspende-lo de assinar serviços de geo.

– Registro no cartório

Essa etapa é a mais burocrática, pois cada cartório determina um documento diferente, e sempre que for averbar ou registrar um imóvel georreferenciado, é necessário saber quais documentos o cartório exige, revise-os corretamente para evitar que o processo volte.

Seguir estas etapas, ajudará a otimizar seu tempo e auxiliará no desenvolvimento do processo montagem dos serviços de georreferenciamento.

4 COMENTÁRIOS

  1. Excelente artigo e bem redigido pelo autor e com sua explicação teremos uma visão melhor sobre os temas que foram abordados e com isso os profissionais ganharam tempo no serviço que prestaram os seus clientes. Parabéns ao autor

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