O Seu Coletor de Dados GPS/GNSS está com os Dias Contados, tudo isso graças ao Cube-A

O Cube-a é um software GNSS de levantamento e mapeamento desenvolvido pela empresa Stonex. Após anos de experiência no mercado a empresa lançou recentemente o aplicativo Cube-a, possibilitando ao usuário a integração dos receptores GNSS da Stonex com o software através de um aparelho celular, um smartphone. A principal característica do software é a migração para o sistema android, e consequentemente a dispensa do coletor de dados.

A metodologia Networked Transport of RTCM via Internet Protocol (NTRIP) foi projetada para disseminar correção de dados diferencial ou outros tipos de dados GNSS para usuários, móveis ou estacionários, pela Internet, permitindo conexões simultâneas de computadores, Laptops e PDAs que possuem acesso a Internet sem fio, como, por exemplo, GPRS, GSM ou modem 3G IBGE, 2016.

  1. OBJETIVOS

Analisar a discrepância de coordenadas utilizando o receptor S800 juntamente com o software Cube-a e as redes do Centro Geodésico da Alezi Teodolini (CEGAT) como também a Rede Brasileira de Monitoramento Continuo (RBMC) pertencente ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IGBE).

  1. METODOLOGIA

Para a realização do teste foi necessário a utilização de um marco geodésico com coordenadas ajustadas a partir do Posicionamento por Ponto Preciso – PPP do IBGE que pode ser acessado a partir do link (http://www.ppp.ibge.gov.br/ppp.htm), lembrando que esse ponto foi rastreado por 3 horas. Esse marco será adotado como referência para a comparação dos pontos rastreados com o método RTK NTRIP empregando a rede CEGAT e IBGE.

Após definir as coordenadas de referência neste caso o marco geodésico, necessariamente deve-se instalar o receptor GNSS S800 no marco com centragem forçada. Após a instalação do equipamento foi configurado o receptor utilizando o software Cube-a na rede CEGAT (Base SPSP0) e IBGE (Base POLI0).

  1. RESULTADOS

As coordenadas utilizadas como referência estão listadas na tabela 1 abaixo:

Tabela 1: Coordenadas ajustadas do marco de referência.

  UTM Norte (m) UTM Este (m) Altitude Geométrica (m) MC
Em 2000,4 7395038.697 328810.553 765.61 -45
Sigma (95%) (m) 0.004 0.007 0.028

 

Após a determinação das coordenadas ajustadas que serão tomadas como referência para a análise das discrepâncias entre as redes é necessário instalar o receptor GNSS no marco materializado, configurar o equipamento com o Sistema de Projeção SIRGAS2000 UTM 23 Sul. Logo após as configurações básicas tem-se a tela de armazenamento de pontos, onde o mesmo detalha todas as informações como: precisão horizontal e vertical do ponto de interesse, a solução (fixa), o número de satélites disponíveis no momento da coleta, as coordenadas norte e este, a altitude elipsoidal e o mapa de fundo para facilitar a localização geográfica. Nesse caso pode-se verificar que as coordenadas são, de acordo com a Figura 1.

Figura 1: Coordenadas coletada no marco de referência com a rede CEGAT

coletora de dados

Rede CEGAT UTM Norte (m) UTM Este (m) Altitude Geométrica (m)
Base SPSP0 7395038.712 328810.561 765.604

Fonte: Adaptado IBGE – PPP, 2018.

Após a determinação das coordenadas ajustadas que serão tomadas como referência para a análise das discrepâncias entre as redes é necessário instalar o receptor GNSS no marco materializado, configurar o equipamento com o Sistema de Projeção SIRGAS2000 UTM 23 Sul. Logo após as configurações básicas tem-se a tela de armazenamento de pontos, onde o mesmo detalha todas as informações como: precisão horizontal e vertical do ponto de interesse, a solução (fixa), o número de satélites disponíveis no momento da coleta, as coordenadas norte e este, a altitude elipsoidal e o mapa de fundo para facilitar a localização geográfica. Nesse caso pode-se verificar que as coordenadas são, de acordo com a Figura 1.

No segundo momento da coleta sem coletor de dados foi empregada a rede do IBGE (POLI0), o mesmo demonstra as mesmas informações descritas anteriormente na tela de armazenamento dos pontos. A principal alteração é a utilização da rede IBGE. Abaixo segue a Figura 2 com as informações referente a coleta de coordenadas a partir do software Cube-a.

Figura 2: Coordenadas coletada no marco de referência com a rede IBGE

coletora de dados 2

Fonte: Adaptado software Cube-a 2018.

Rede IBGE UTM Norte (m) UTM Este (m) Altitude Geométrica (m)
Base POLI0 7395038.698 328810.573 765.646

 

Após determinar as coordenadas dos pontos referente ao CEGAT e ao IBGE, pode-se analisar as discrepâncias entre as origens da coleta de dados. O Gráfico 1 demonstra a diferença entre a coordenada Base PPP x CEGAT e Base PPP x IBGE.

Gráfico 1: Discrepância de coordenadas entre Base PPP x CEGAT e BASE PPP x IBGE.

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  1. CONCLUSÃO

Apesar de não existir uma amostragem mais densa de pontos para realizar uma análise estatística é possível avaliar a diferença entre a coordenada ajustada e as coordenadas armazenadas através da Rede CEGAT e IBGE. A partir do resultado do Gráfico 1 pode-se afirmar que tanto a rede do CEGAT e a rede do IBGE são confiáveis e passiveis de utilização nas mais diversas frentes de trabalho.

Conforme verificado no Gráfico 1, podemos concluir que a diferença entre as coordenadas ajustadas no PPP e as obtidas via NTRIP – CEGAT foram menores para a coordenada Este (E) apresentando uma diferença de 0,008 metros e a altitude elipsoidal (h) com 0,006 m, apenas o valor da coordenada Norte (N) apresentou uma diferença de 0,015 m em relação a rede RBMC.

Um dos maiores benefícios na utilização dessa metodologia é que todos os pontos do levantamento geodésico já se encontram ajustados, esse ajuste realizado pelas bases CEGAT e ou RBMC fazem monitoramento continuo 24 horas por dia e assim consegue enviar correção em tempo real via protocolo de internet.

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

STONEX. Cube-a Filed Software User Manual. Disponível em: < http://www.stonex.it>. Acesso em: 14 maio 2018.

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