O Galileo é o sistema europeu de navegação global por satélites que nasceu da iniciativa comum entre a União Européia e a Agência Espacial Européia (ESA) com o propósito de ser o primeiro sistema de navegação Mundial para fins civis, aberto à cooperação internacional e à exploração em regime comercial. O sistema Galileo foi projetado para possuir em seu segmento espacial 30 satélites, divididos em três planos orbitais, com uma altitude de 23222 km e uma inclinação de 56 em relação ao equador. Os satélites serão distribuídos de maneira uniforme, tendo um satélite de stand by em cada plano caso haja alguma falha em algum satélite em operação, o período orbital será de 14 horas. Com estas características, os engenheiros e pesquisadores da ESA acreditam que a probabilidade de rastrear pelo menos 4 satélites e fazer posicionamento em qualquer lugar do mundo é maior que 90%. Outra configuração importante do Galileo é a inclinação das órbitas que foram planejadas de uma forma a assegurar uma boa cobertura, inclusive em latitudes polares que são mal servidas pelo sistema GPS americano (NAVSTAR-GPS).

 

GIOVE-A (Fonte: ESA 2012)

Os dois primeiros satélites do sistema Galileo, GIOVE-A e GIOVE-B, foram lançados, respectivamente, em 28 de Dezembro de 2005 e 27 de abril de 2008, sendo que o primeiro teve como tarefa vital proteger as frequências de rádio, provisoriamente, reservadas pela União Internacional de telecomunicações ao Galileo e o segundo utilizado em experimentos de validação de relógio e na calibração do sistema.

Ambos os satélites GIOVE serão realocados no espaço após cumprirem suas missões de validação, ou seja, eles serão movidos a uma “órbita cemitério” com o objetivo de abrir caminho para os novos Satélites IOV que serão utilizados nos primeiros testes de posicionamento utilizando apenas o sistema Galileo.

Em 21 de outubro de 2011 foram lançados, em órbita, os dois primeiros satélites IOV e os outros dois mencionados no dia 12 de outubro de 2012, completando o ciclo através da plataforma de lançamento do centro Europeu localizado na Guiana Francesa.

 

Este é considerado um marco significativo para o programa Galileo, porque quatro é o número mínimo exigido para correções de navegação, ou seja, para realizar o posicionamento utilizando-se apenas dados do segmento espacial Galileo, o que, juntamente com parte do segmento de controle (Terra) e simuladores avançado, será possível validar o sistema Galileo como um todo.

 

Esta fase de validação será seguida pela implantação de mais satélites e componentes do segmento de controle (Terra) para alcançar a “plena capacidade operacional”. Depois disto, os usuários no terreno podem explorar os serviços.
O Galileo proporcionará aos usuários: maior precisão, maior disponibilidade e maior cobertura.

  • Precisão: o Uso combinado GPS-Galileo (em comparação com GPS por si só) proporcionará o maior número de satélites disponíveis para o usuário, bem como maior precisão. Da maioria das localidades, 6-8 satélites Galileo serão visíveis o que em combinação com os sinais de GPS, vai permitir as posições serem determinadas até dentro de poucos centímetros.
  • Disponibilidade: O elevado número de satélites também vai melhorar a disponibilidade dos sinais em cidades altamente edificadas, nas quais os edifícios podem obstruir sinais de satélites baixos no horizonte.
  • Cobertura o Galileo também irá fornecerá uma melhor cobertura em latitudes elevadas do que o GPS, graças à localização e inclinação dos satélites. Isto será, particularmente, interessante para o Norte da Europa.

Em outubro de 2010 durante a Conferência de Navegação Europeia, a ESA informou sua intenção que de declarar o sistema operacional tão logo a constelação espacial atingirá o número de 18 satélites que está programado para ocorrer entre 2014 e 2015.

 

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